SOCIOLOGIA DA PROSTITUIÇÃO
Inicialmente, pergunta-se: o que é prostituição? Será que é somente a mulher vender seu corpo para ganhar a vida? Será que é uma questão moral que os religiosos desinformados pregam com tanta severidade? Será que são débitos do passado, como dizem alguns espíritas, considerando o lado instintivo? Ou, será o que, finalmente? Como se vê, é uma problemática difícil de análise, tão pouco de solução, ao se observar que existem conotações sociológicas, a princípio; depois, aparece o econômico, para sobrevivência, e finalmente, tem o lado instintivo-espiritual que fala bem alto naquelas pessoas que não se dominam. A finalidade deste pequeno ensaio é levantar estas questões para a meditação para aqueles que se preocupam com o bem-estar da humanidade, pois este é um tema que necessita de uma apreciação maior, quanto a origem e dinâmica da prostituição.
Prostituição aqui está se empregando pelo lado da mulher que passou de seu estado de virgem, com todo aconchego dos pais e familiares, para o estado de mulher pervertida, no uso pleno de sua sexualidade, criando em seus familiares uma repulsa incontrolável, alimentando o ódio, e o desgosto paternais. Neste sentido, entra a problemática da sociologia, a convivência social que o ser humano passa a ter na nova vida, relegada pela sociedade, criando uma nova classe social, fomentando uma nova forma de ganhar a vida, que é vender seu corpo. A prostituição foi por muito tempo, uma forma de lepra que contaminava com a maior facilidade, que a sociedade fazia questão de atirar pedras, e expulsá-la de perto das virgens que não conheciam os prazeres da carne, e não podiam ser incitadas para tal fato.
A prostituta era conhecida pelo seu vestir, pela sua maneira de vida, e sua compostura diante dos homens, que não se saciavam sexualmente, perfilando nos cabarés para conseguir um pouco de prazer a suas satisfações eróticas, e que não tinham coragem de praticá-las com sua esposa, intocável. A prostituição normalmente conhecida consistia em aquelas mulheres que viviam nas ruas esperando o seu parceiro, e tomavam cachaça para compartilhar do vício daqueles que procuravam viver a sua outra face da vida, que eram as farras nas noites de orgia. As prostitutas tinham que acompanhar estes momentos de embriaguez, sendo depois insultadas, molestadas e degradadas para a mais profunda insignificância de sofrimento e inferioridade, sob o crivo da pornofonia, e pancadaria nunca vista antes.
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